Fórum da Cooperativa
Sem me querer intrometer na área dos posts, só quero avisar que aqui do lado direito do ecran já está disponível um link para o fórum. Registem-se e abusem dele!
Este blog pretende iniciar a discussão online sobre o projecto de uma cooperativa que una os musicos e os artistas da zona de Almeirim/Santarém. Pretende-se por agora juntar ideias e energias. Deixem as vossas...
6 Comments:
link sobre a lei do mecenato adicionado.....
Como antigo membro (membro demissionário) daquilo que foi sendo o p39 e como actual interessado na coisa cooperante, quero dizer-vos:
Quem já subiu no topo do Depósito de Água que está no centro da cidade de Almeirim, apercebeu-se certamente do tamanho da terra em que vive. Um casario que, mesmo se alargando e estendendo, não escapa, em nenhuma das direcções, ao alcance fácil da vista, antes pelo contrário. Sendo assim, a meu ver e no que diz respeito ao problema do Nós barra Eles (cooperantes e pês) não faz sentido a divisória. Somos todos Nós, as motivações iguais, os objectivos, na essência, os mesmos. Lá de cima do Depósito também se pode tocar (quase com a mão) as terras em volta, capital de Distrito incluída.
Proponho, então, que se use e aproveite o que existe de estatutos e afins da associação p39 grupo cultural, que se passe a utilizar a designação de p39 apenas a nível institucional e burocrático, e que se faça perceber que agora o que vale é a cooperativa. Esqueçamos pois, as desavenças ideológicas, práticas e outras que existiram, que se esqueçam as siglas e passemos adiante. Esta é, seguramente, a melhor oportunidade que já existiu para fazermos e deixarmos fazer.
Como somos de um meio pequeno e nos conhecemos a todos, convém não descurar nunca os aspectos que podem (por muito pequenos que sejam) desencadear roturas, quezilas, guerras internas, ou fazer com que fiquem pessoas de fora. Se isto vai ser, como eu acho que deve, a reaprendizagem de um conceito e prática que tem vindo a desaparecer – o de uma sociedade civil organizada, activa e solidária – então que aprendamos com os erros do passado. (os tais excessos do prec).
Se é para ser uma cooperativa que nos une a todos, ter gente que fique de fora por algum problema de emissor, mensagem, receptor, é o bastante para haver fracturas. Sendo um meio pequeno (e por vezes relutante) é muito difícil gerir todas as situações e todos os casos. Lembro-me do agricultor alentejano com quem uma cooperativa agrícola, umas das muitas que se ergueram após a revolução, tentava argumentar para que o homem se juntasse a eles. O homem via-se atrapalhado com o pormenor de ter de entregar a inchada aos da cooperativa. Os da cooperativa, exaltados, não conseguiam explicar ao homem as virtudes e benesses da união… Quero com isto dizer que se deve ter sensibilidade para entender a energia e ritmo próprios desta terra, das pessoas, a sua motivação, necessidades, os seus limites. E não marginalizar nunca. E é tão fácil fazê-lo, como já ouvi, com coisas deste género: alguém perguntar o que se passou numa das duas reuniões que já houve, e o outro responder, não digo, tivesses lá estado. Isto é um exemplo do que não pode (na minha opinião) acontecer nunca.
Esta cooperativa tem de ser solidária com Todos. Mesmo os que escolham não ser cooperantes. A questão da proximidade faz com que, por mais voltas que possamos dar, Todos somos sempre Nós. Não nos podemos esquecer que o que se pretende é melhorar, para níveis nunca experimentados, uma situação de apoio e partilha que já vai existindo aqui e ali (entre os músicos, por exemplo). Não podemos inverter essa tendência.
Todas as organizações humanas trazem problemas e esta não vai ser a excepção. Façamos pois uma organização inteligente, sensível e humana e não uma organização que crie fracturas e descontentamentos, ou que não se aperceba, num transe burocrático, dos problemas reais dos artistas-pessoas que são (num primeiro plano) os que primeiro querem que isto funcione.
Por fim, que todos saibam que esta cooperativa já existe. Gostaria que todos admitissem isso. Uma cooperativa ou associação, ergue-se, em primeiro ligar, no plano das ideias e da auto-sugestão colectiva. Nesta primeira etapa, que se faça destes espaços na Internet e das reuniões, a base palpável para o debate dos nossos interesses comuns, e das nossas divergências. Não cortando de forma cega e indolente com quem não está, ou não tem participado.
Acredito numa cooperativa sustentada, lúcida e solidária.
Cooperando com o movimento, sou
Miguel Manso
outra coisa:
como é que se participa no fórum? fui lá e não percebi nada. tenho de me inscrever? e depois? desculpem a iliteracia...
m.
1. Procura "Register" na primeira página.
2. Aceitas as condições.
3. Preenches os campos obrigatórios/ escolhes o teu username
4. Pronto a participar!
então galveias...
coloca lá o resultado da última reunião!
entretanto descobri o estatuto do mecenato cultural em que:
(...)
a) Cooperativas culturais, institutos, fundações e associações que prossigam actividades de investigação, de cultura e de defesa do património histórico-cultural e outras entidades que desenvolvam acções no âmbito do teatro, do bailado, da música, da organização de festivais e outras manifestações artísticas e da produção cinematográfica, audiovisual e literária;
(...)
3 - Os donativos previstos nos números anteriores são levados a custos em valor correspondente a 120% do respectivo total ou a 130% quando atribuídos ao abrigo de contratos plurianuais celebrados para fins específicos que fixem os objectivos a prosseguir pelas entidades beneficiarias e os montantes a atribuir pelos sujeitos passivos.
O problema também passa pelos artistas terem dificuldades em aceitar os artistas.
Quem faz artes de rua (massas, cuspir fogo, et al) não é 'palhaço', é tão válido como quem toca guitarra, escreve poemas, ou actua num palco.
Haja respeito e as coisas andam 'prá frente.
Força!
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